Bert Hellinger, o pai das Constelações Familiares, que eu já contei para vocês, escreveu esse lindo texto:
O amor preenche o que a ordem abarca.
O amor é a água, a ordem é o jarro.
A ordem reúne,
o amor flui.
Ordem e amor atuam unidos.
Como uma canção obedece às harmonias,
o amor obedece à ordem.
E, como é difícil para o ouvido
acostumar-se às dissonâncias,
mesmo que sejam explicadas -,
é difícil para a alma
acostumar-se ao amor sem ordem.
Alguns tratam essa ordem
como se ela fosse uma opinião
que eles podem ter ou mudar à vontade.
Contudo, ela nos é preestabelecida.
Ela atua, mesmo que não a entendamos.
Não é inventada, mas descoberta.
Nós a percebemos, como ao sentido e à alma,
por seus efeitos.
Bert Hellinger, em O Amor do Espírito
Entendendo as Ordens do Amor
Já conversei com várias pessoas tentando entender o que é a ordem e o que é o amor. E porque o Bert afirma que a ordem vem antes do amor. Enfim, esse texto foi o que encontrei de mais explicativo no assunto e, pelo menos pra mim, tudo faz muito sentido!
É claro então que o amor existe sem a ordem. Mas ele fica muuuito melhor, e muito mais livre para atuar e fluir se tem a ordem por trás, como pano de fundo. Gosto da metáfora da ordem ser como o jarro e o amor ser a água… Outra, bem bem popular:
Imagina um rio, em que as margens estão muito irregulares, em alguns momentos, formando verdadeiros “gargalos”. Ou mesmo quando tem muita coisa no fundo, muitas pedras ou muitos detritos. A água flui com mais dificuldade, né?
É preciso então, um desassoreamento do rio. E quando isso acontece, é de se esperar que a água flua com mais correnteza, que jorre mais, que tenha mais abundância.
Quando um pai tem um filho fora do casamento, quando temos um parente que está com depressão e não quer levantar da cama, ou então quando temos um irmão/irmã dependente químico. Esses são exemplos de situações onde, inconscientemente, colocamos rótulos de certo e errado no que vemos e, por conta do nosso julgamento, acabamos por excluir o que parece inaceitável. E aí começa a desordem! Tudo, tudinho mesmo, tem o direito de pertencer (como já tratamos nesse texto), e a não compreensão desse direito nos torna um recipiente pouco adequado para armazenar o amor – que também é devido à essas pessoas.
O amor em nossas vidas precisa ser armazenado com segurança! Precisa ser um rio de margens perfeitas, para fluir com volume! A prosperidade, os relacionamentos, a saúde física…Tudo flui melhor quando tornamos nossa vida um canal ordenado e ideal.
Em próximos textos trarei exemplos do que vejo nas constelações, dos temas e de como a “desordem” pode ser reorganizada, na vida de qualquer um.
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